sábado, 22 de janeiro de 2011

Protagonista e Roteirista


“Eu decidi ser o protagonista da minha história”
                                      EU, Ricardo in Sábias Tolices. pp 1-2 

Dias se aproximam em que haverá grande confluência literária. Algo nunca antes visto ou vivido está para acontecer nestes tempos que os acontecimentos se arrastam até se tornarem a ser. A confusão está armada: verso vira velha prosa, prosa ganha cor, verso que perde lirismo. Se isso for pouco, imagina não saber qual sua fala, muito menos qual sua deixa, onde está o palco e quem é seu público. 

Nos bastidores internos é possível ouvir um estranho diálogo: “mas não sou eu o protagonista da minha história?” e a mesma voz responde “Não, não é sequer o roteirista, seu cabeção!”. Acho graça da minha voz de bom senso lembrar a voz da minha estultícia que o papel de protagonista já foi preenchido. É como diz o Sagrado Roteiro “já não sou eu quem protagonizo, mas Cristo protagoniza em mim”. 

A citação acima - diga-se de passagem que é digna de uma fala de Scarlet O'hara - vira palavras ao vento, mas confusão de todo não se dissipa. No entanto, um pouco de bom senso faz caminhar com passos firmes ainda que não se conheça o palco ou qual vai ser o espetáculo do dia. Não há motivo para insegurança, pois sequer atuamos como protagonista. Além disso, podemos confiar que o trabalho dO Roteirista vai continuar sendo sempre impecável.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um Natal maluco

                                                                      Datas especiais que deixam as pessoas sensíveis

Natal é uma época do ano conhecida por deixar as pessoas com coração quebrantado e com fala afetuosa e gentil. Esta semana pude contemplar uma cena tipicamente natalina que se reproduz inúmeras vezes em inúmeros centros comerciais mundo afora: um chinelinho voando, dois adultos de feição constrangida e rostos corados e uma criança que se estrebuchava bradando, com lagriminhas nos olhos, palavras de ordem “eu quero! eu quero! eu quero!”

Para muitas pessoas o Natal não tem a menor graça. Eu também acho que este Natal que as pessoas vivem uma chatice. Bem pudera, os meios de comunicação e propaganda nos enfiam goela abaixo que Natal é de troca de presentes, confraternizações chatas, compras, bebidas, luta contra a balança, gastança, especial do Roberto Carlos e da Xuxa. 

No Natal também ouvimos muito falar algo sobre “espírito natalino” e coisas que soam aos nossos ouvidos aquilo que soava aos ouvidos do personagem Charlie Brown quando sua professora ou outra pessoa brigava com ele “blá... blá... blá... blá... blá... blá...” 

Se você está de saco cheio de ouvir e viver o Natal é tudo isso que falei, preste atenção na história maluca que vou te contar: 

Era uma vez uma pessoa superlegal que estava fazendo aniversário. Ela preparou um banquete e mandou que chamassem todos seus amigos para uma grande comemoração. Uns não puderam ir, outros não quiseram ir. Ao ouvir cada desculpa mais esfarrapada que a outra, essa pessoa superlegal decidiu não cancelar sua festa e chamou quem estivesse de bobeira na rua de modo que sua casa estava cheinha de gente para comer, beber e divertir na sua festa. Eu disse que essa pessoa era superlegal? Pois é, ela é superlegal mesmo: ela não deu saquinho para juntar as sobras de docinhos. Mas, para cada de seus convidados ele deu um presente muito, mas muito caro mesmo. Essa pessoa  nem se importava se o presente era muito caro, ela queria mais é ver seus convidados e novos amigos felizes.

Se a gente ler rápido essa história, ela não parece ter muito sentido. Se a gente parar para analisá-la e entender seu significado, descobrimos que é a história mais louca que já aconteceu em toda história! Apesar disso, esta história é real e queria compartilhar seu significado menos metaforizado: a pessoa superlegal é Jesus, as pessoas que não faziam parte da primeira leva de convidados somos nós, o banquete é poder viver em comunhão com Jesus e o presente é salvação eterna que nos garante que desfrutaremos desta maravilhosa presença para sempre. 

Talvez você não se empolgue tanto com o Natal porque não pode reunir-se com toda sua família, ou porque não tem família, ou porque perdeu um ente querido, enfim... O desejo do meu coração é que, neste Natal, essa história maluca possa enlouquecer a história de sua vida, qualquer que seja a sua história. 

Feliz Natal!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Novos ventos, um novo repeteco

Era uma vez uma história cheia de emoções. E, como um grande e espiralar repeteco volta, ao melhor lugar onde poderia estar, as mãos do Senhor. "Mas quem me conduz é o Senhor".

                                                    Se o piloto é bom, nem importa se é de papelão


Vede! Cautelosamente vai
um barquinho a vagar
e o vento que é o seu motor
não o deixa a parar.

Minha vida é assim também:
Não vive no mar
mas vive a vagar
sou como um barquinho cruzador
mas quem me conduz é o Senhor

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cult fail

                                               Eu sou cult, beim

Estação das chuvas em Brasília, era uma noite qualquer de terça-feira. Após um expediente de trabalho espichado já não havia mais tempo de ir pra universidade e assistir a primeira aula. Decidi em meu coração fazer algo que valesse a pena não ir pra universidade e perder também o meu segundo horário sem peso na consciência.

Estava eu, feliz e contente, passando próximo ao Teatro Nacional quando me surgiu a fantástica ideia: apresentação da orquestra sinfônica de Brasília (de grátis). Me senti "top cult ever" só de me imaginar repetindo para dois professores as mesmas explicações sobre minha falta "tive que assistir a apresentação da Orquestra Sinfônica no Teatro Nacional de Brasília... Tsá!"

Já dentro do Teatro, não foi difícil achar um bom lugar sob o ar condicionado pois, afinal de contas, mesmo sendo cult o brasileiro não tem o bom hábito da pontualidade. Ali, sentado num lugar de privilegiada visão do palco e dos que entravam para compor a plateia, pude ver o quanto esta era, digamos, peculiar: idosos, PNEs, pessoas que aparentavam ser músicos, muitos músicos de igreja, pessoas estranhas, casais e single gays. Era uma plateia tão peculiar e tão heterogênea que não me senti mais um esquisitamente normal entre tantos. Normal sim, cult também.

Para mim, uma agradável surpresa (não havia pegado a programação da noite na recepção) a orquestra seria regida por uma mulher. Demorou um bom tempo até que todos os músicos estivessem a postos e a apresentação começou com um solo de violoncelo; uma apresentação belíssima, que grande e cult noite! 

Estava apreciando a apresentação e, a partir da segunda música, notei que um dos componentes da orquestra que estava sentado bem ao fundo estava ocioso. A julga por sua aparência einsteiniana e pelo toar da orquestra passei a imaginar o que faria aquele músico. Na minha cabeça firmaram duas possibilidades: ou ele um tenor e com seu solo impactante iria derrubar até mesmo a maestrina ou então ele faria um salto triplo carpado musical com seu instrumento que não sabia qual era.

Passaram-se várias músicas e o músico do fundão ainda estava lá quietinho, sentadinho. Quando a orquestra começou a executar a música mais retumbante eis que o músico se levantou. Meu coração já estava palpitante com a extasiante música e isso que gerou ainda mais expectativa. Passei a observar atentamente qual seria a performance do músico: ele virou a página da partitura e, no ponto alto da música ele fez soar um triângulo! Não que alguém estivesse observando mas não fiz questão de esconder minha cara de decepção. O tilintintar do triângulo me soou muito atravessado a música, como alguém que diz "tá na hora negada, o rango tá servido debaixo da obra, quem demorar fica sem!!!" 

Por um momento me senti um peixe fora d'água porque a plateia aplaudiu efusivamente uma música que, para mim, foi estragada com a performance do triângulo. Não tive outra alternativa que não aplaudir já que ninguém mais faria psiu para aqueles que se manifestasse porque essa era a última música. Acendidas as luzes tive que me recompor e apagar a cara de decepção. Por alguns segundos me questionei quando ao meu conhecimento e gosto por música erudita. Parei, respirei fundo e repeti para mim mesmo: eu sou um cara cult, mesmo que estive vacilante por um instante.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Parabéns, Presidenta!

                                  Sem álcool em gel porque a massa não é cheirosa mas é limpinha

Cinquenta e cinco milhões, setecentos e cinquenta e dois mil e quinhentos e vinte e nove vezes parabéns! Juntos, somos forte, juntos vamos mudar o Brasil!

Dilma, sua retumbante vitória nas urnas não é apenas sua, nem do presidente Lula, nem do PT, é a vitória do povo e do Brasil! O povo se uniu, de norte a sul do Brasil, juntou forças para derrotar o que há de pior neste país.

Nós derrotamos o preconceito contra as mulheres, vencemos a homofobia e mostramos que mulher não só pode votar como pode ser (e muito bem) votada.

Vencemos as enxurradas de mentiras, calúnias, meias verdades, injúrias, falácias, conversas fiadas e a verdade prevaleceu.

Derrotamos o racismo e a xenofobia e mostramos que para ganhar, bastavam apenas os votos branquinhos e cheirosos do Sul e Sudeste do Brasil.

Nem o Papa pode conosco! Juntos vencemos os reacionários evangélicos, a odienta e raivosa TFP, a Opus Dei, os Bispos do Brazil, o diabaquatro.

Derrotamos o PiG (Partido da imprensa Golpista), os blogueiros ordinários e os blogs limpinhos.

Vencemos os derrotados privatistas que terão que passar mais quatro anos exilados na Europa e Estados Unidos.

Somos povo, somos muitos, somos forte. Descobrimos que podemos muito e seguiremos juntos para vencermos também a miséria e a pobreza, a má qualidade na educação, a violência, o déficit habitacional, o trabalho escravo, as drogas, os latifúndios improdutivos, a desigualdade social entre as raças, o desrespeito aos direitos humanos... Não temos limites para realizar nossos sonhos pois basta "querer que o amanhã assim será".

Presidenta, desejamos muita sorte nosso novo mandato e que possa honrar, dia após dia, a esperança que cada brasileiro depositou em você para que possamos seguir mudando no que for preciso!

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Pandora da minha caixa

Aquela caixa que estava devidamente embalada e guardada de repente aparece no meio do caminho escancarada. Um susto e uma aflição pois como foi que ela parou ali, literalmente no meio do caminho? Um arrepio percorre todo espinhaço refreia e embala uma confusão de pensamentos. Não é pouco não controlar os pensamentos e há que se encarar um choque de emoções recalcadas e desenterradas pelo aroma de anis que invadiu o ambiente.

Pandora, por que deixaste abrir a caixa? Que bens encontraram nela?

Chega a ser engraçado como pode um pequeno objeto fazer o mundo girar como um cilindro de máquina de lavar... Ver o mundo centrifugado diante dos olhos e as ideias derretendo e se baralhando-se é um barato nauseante. Que fazer, tampar a caixa? Guardá-la amarrada num lugar mais alto? Colocá-la num barril e despedi-la cataratas abaixo? Enterrá-la numa caixa do tempo?

Ainda que pasmar-se assim seja um exagero (afinal de contas, é só uma caixa e recordações não são fantasmas nem esqueletos no armário) um quê de segundo sinal paira no ar. É aí que uma inquietante dúvida transpõe o idioma e transcende o corretismo de um texto em prosa e o lirismo de um texto em verso: pourquoi faire revivre les jours tristes

São tantas perguntas não respondidas, tantas histórias não resolvidas e tantos posts mal-acabados - aqui vai mais um.

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PS. Qualquer semelhança entre este post e a cena política de Brasília terá sido uma mera e infeliz coincidência

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reféns da moda

Eu sinto um prazer inenarrável quando saio para comprar roupas novas. Cada oportunidade é uma nova aventura e gostaria de compartilhar com vocês, queridos leitores imaginários ou não. Tal aventura é também uma denúncia contra um crime que todos os estilistas e aspirantes cometem contra nós, pobres consumidores.

Tudo aconteceu (mais ou menos) assim: Estava eu, feliz e contente, passeando por um famoso e tradicional centro de comércio da cidade. Diante dos meus olhos brilhavam as mais caras vitrines do shopping. Eu esticava o pescoço, fazia careta de gato, pois a última coisa que faria era entrar na loja e ter que fazer cara de quem esnoba as roupas se, na verdade, estava doido pra comprar, mas nem com carnê eu consegueria pagar os altos preços das letras miúdas das etiquetas. Mas tudo bem, nem fiquei frustrado nem nada, segui meu destino.

Um pouco mais adiante, fui em direção às lojas que eram compatíveis com meu poder aquisitivo e que, às vezes, atendem ao meu alto bom gosto. Em cada loja que entrava a mesma cara torcida de quem fôra visual e agressivamente agredido. Não, não era carnaval, nem estava num barracão de escola de samba, cujo enredo do ano seria um tema GLSBTUVWXYZ. Pior que isto, eu estava em uma loja cuja coleção estava rigorosamente de acordo com a última moda, mesmo que a combinação seja azul escuro-marrom-vermelho ou lilás-amarelo-preto. 

Revoltado, disse em voz alta a mim mesmo "pô, que m... é essa de tanta camisa pólo listrada?" Conseguir comprar uma camisa mais ou menos bonita naquela loja levaria mais tempo que achar ouro em Serra Pelada... Mas eu resisti bravamente e não me submeti aos desmandes de uma meia dúzia de vitrinistas cafonas e não aceitei sair vestido como se fosse uma zebra psicodélica.

Por que devemos nos vestir todos iguais uns aos outros? Por que se vestir com algo que em 10 anos ou menos vai fazer você morrer de rir de si próprio ou morrer de vergonha? Por que não existe uma seção démodé para aqueles que não curtem essa pasmaceira de moda? Uma coisa me prometo solenemente, que gastarei toda sola de sapato que tiver até conseguir comprar as roupas que gosto e que me caiba (detalhe importante!). Decidi não ser mais um refém da moda, tenho orgulho de ser brega e fazer minha própria moda.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Oração dos velhinhos.

Cansei. Cansei de fingir que estava dormindo. Cansei de próximo ônibus passar. Chega!

(Pausa para uma pequena explicação) Todo dia era a mesma coisa: meu ônibus (quase lotado) e só tem disponível para sentar os "assentos preferenciais" e eu, como quem não quer nada, acabo sentando ali. Mas, como diz o ditado, minha pobre alegria dura pouco porque sempre sobre um velhinho pra que eu possa usar da minha infinita gentileza e deixá-lo sentar...

Mas, enfim. Cansei de tudo isso e decidi mudar. Cada novo dia de trabalho faço uma oração, a Oração dos Velhinhos:

Querido Jesus,
abençoa os velhinhos,
abençoa as mulheres grávidas,
abençoa os portadores de necessidades especiais,
abençoa os obesos.
Que a esta hora da manhã
todos estejam felizes e contentes,
dormindo e descansando
no aconchego e calor de seus lares.
Que eles saiam de casa mais tarde.
Eu oro agradecido, amém.


Cada dia que passa tenho experimentado a eficácia desta singela oração. Nunca mais apareceu nenhum velhinho ou grávida ou PNE pra tirar-me do lugar. E sigo feliz para mais uma jornada de trabalho.

Um dia fiquei me perguntando se essa oração não é um tanto egoísta ou boba demais. Afinal de contas, Deus está preocupado demais com a fome mundial, calamidades e desastres naturais que assolam a humanidade e não devo amolá-lo com minhas bobagens. Apesar de sua infinita ocupência, Deus me respondeu que Ele se preocupa sim também comigo o que eu tenho chamado de "bobagem" é, na verdade, coisa que Ele dá muita importância. 

Hoje em dia não tenho a menor vergonha de orar por qualquer motivo que seja. E, o melhor de tudo, tenho recebido resposta em quase todas. Estou com vontade de comer chocolate. Vamos orar?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A pessoa certa

Eu bem que estava meio insatisfeito com meu trabalho. Há quem pense que um bom salário bem pode compensar uma jornada longa ou um volume excessivo de trabalho. Não era meu caso! Trabalhava muito, por muitas horas consecutivas e, o salário, era igual ao do Professor Raimundo... E, nessa insatisfação toda decidi com meu travesseiro e com meus botões que era justo pleitear um aumento. 

Antes de abordar minha chefa com este indigesto pedido, parei para orar e pedi a ajuda a Deus nessa causa. Expliquei o porquê de querer um aumento e o quanto queria. Não sei se fui modesto ou se Deus foi generoso, mas o fato é que recebi a resposta à minha oração sob forma proposta de emprego numa organização internacional que me pagaria o dobro do salário que estava recebendo. Isso mesmo, o dobro!

Deus é maravilhoso, não é mesmo? Como diz a letra da canção "maravilhoso, grandioso, surpreendente é o Senhor"... Me ponho a pensar no que teria acontecido se eu tivesse ignorado a oração e buscar em Deus estratégia e orientação. Será que teria êxito? É algo que realmente não quero testar pra saber. 

Bem, o tempo encurtado é a pressa que me faz pular pra lição de vida que pude tirar dessa situação. O que vividamente aprendi é que, até mais importante que pedir o que quer é você pedir à pessoa certa. Pois, como disse Jesus em Mateus cap. 7:  "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?"

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Lápis e papel na mão

Na falta de tempo para escrever os textos que assombram minha caixola, transcrevo aqui uma prática e gostosa receita, testada e aprovada na minha cozinha! (Ficou tão boa minha torta de liquidificador que meu pai queria vender no trabalho dele! rs)

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Torta de Liquidificador

Ingredientes

1 ovo
6 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de queijo ralado
1 pitada de orégano
1 colher (sobremesa) de fermento em pó.
1/2 cebola
1 xícara de chá de leite
1/2 xícara de chá de óleo

Recheio
Experimente fazer com uma lata de seleta de legumes!

Modo de Preparo
Coloque os ingredientes no liquidificador e misture a farinha de trigo aos poucos para dar consistência à massa.
Com ajuda de um guardanapo unte uma forma com um fio de óleo. Espalhe um pouco da massa para cobrir o fundo o forma, acrescente todo recheio e cubra com o restante da massa.
Leve ao forno pré-aquecido, até dourar, por cerca de 30 minutos.

Dica: Para saber se a massa está pronta, espete um palito de fósforo. Se sair limpo, pode tirar sua deliciosa torta do formo!

Rendimento: vastas porções. Valor calórico: não interessa, vai estar bem gostosa!

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domingo, 20 de junho de 2010

10 coisas que o torcedor cristão não deve fazer

Dizem por aí que, em época de futebol, o Brasil para. Acho que isto é um pouco verdade mesmo. Tanto é, que até ricardoemprosa anda meio parado ultimamente... Bem, meio parado, mas não totalmente. Nesses últimos dias estive trabalhando em um projeto que culminou no vídeo que mostro logo abaixo. Gostaria de compartilhar com vocês, meus visitantes e vizinhos e pedir, se possível, dar uma forcinha na divulgação e passando também um feedback dizendo se gostou ou não.

ricardoemprosa e DiscipuLUZ Pictures orgulhosamente apresentam "10 coisas que o torcedor cristão não deve fazer":


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Time de Deus

(Este post não vai falar de futebol ou os craques da fé, pois o "time" ao qual me refiro, deve estar em itálico...)

Alguém dizer que tem fé, quando se está desfrutando de uma situação em que tudo está bem e tudo está caminhando para as mil maravilhas, é um tanto fácil. Seguir crendo no cuidado de Deus quando tudo parece estar perdido é muito difícil. Manter a fé, depois dos 45min do 2º tempo, é uma heroica prova de fé.

Antes de dizer que não sou um exemplo de "crente na vitória de virada até nos acréscimos finais", quero falar sobre uma distorção que as pessoas fazem quando o assunto é Deus e tempo. Há um pernicioso ditado popular que diz que "Deus tarde mas não falha". Tal provérbio é mentiroso e cínico. Um horror que se replica na boca de milhões e milhões de crentes e não-crentes.

Uma fácil explicação para o fato de nosso pensamento coadunar com este falso ditado é que temos uma visão muito limitada quanto a ação de Deus através do tempo. Ele tem seu modo de agir e tem o tempo determinado para cumprir seus propósitos para nossas vidas e tudo isso transcende a nossa capacidade de percepção. Ora, Deus não está estático muito menos abandonou o mundo à própria sorte. Afinal, sabendo que as mãos divinas regem inclusive a harmonia cósmica, como não pensar que elas não estão sobre nossas vidas, guardando-nos e provisionando-nos? Sinceramente, pensar diferente não faz sentido, apesar de reiteramos essa incoerência não através da menção a um provérbio popular, mas com nossas atitudes que refletem um coração sem fé.

Como disse anteriormente, não sou exemplo de fé, mas sou exemplo vivo de que a provisão de Deus é infalível e pontual. Posso compartilhar de forma mais pormenorizada pessoalmente, mas, por aqui, digo que minha vida havia se tornado um cenário genesênico para o agir de Deus. Cria que não seria minha angústia, preocupação ou murmuração que fariam Deus demover um milímetro sequer. E, quando poderia abrir a boca para dizer "adeus, viola" (na verdade eu diria outra coisa, mas, como meu blog é bem lido, vamos economizar nas palavras chulas), Deus veio ao meu encontro com a provisão. Seu time foi perfeito; como diria o Chapolim Colorado, tudo foi "friamente calculado". 

A Bíblia diz em Eclesiastes cap. 3 que há tempo determinado para tudo. Creio que vivo um tempo de agradecer a Deus e louvá-lo por não se esquecer de mim.

Soli Deo Gloriae!

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Touché

Dizem as más enciclopédias que o responsável pela descoberta do Raio X foi o físico alemão Rötgen, e a primeira "chapa" que ele tirou foi nos idos em 1895.

No entanto, a informação acima não procede. Vamos retificar a informação das "más enciclopédias": o primeiro experimento radiológico ocorreu entre o fim do Século VI e início do Século V a.C. nas proximidades do que hoje conhecemos por Israel, Inacreditável, não?! 

A (verdadeira) primeira radiografia foi feita pelo famoso Divinitatis Doctor Jeremias que, à época, elaborou um profundo estudo acerca do coração. Veja qual foi o resultado pra primeira "chapa" deste que é um dos mais importantes órgãos do corpo humano:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias cap. 17 v. 9) 

O estudo não trás uma constatação nova pois, pelo conhecimento empírico, sabemos que o coração do homem é mau, enganoso, corrupto, mentiroso, lisonjeador e vastos outros adjetivos depreciativos. Mas o desanimador resultado da primeira radiografia da história não foi abafado pela questão que logo sucede ao resultado: quem o conhecerá? Tal pergunta foi respondida séculos após, por um Divinitatis Doctor cujo nome não conhecemos. Veja sua resposta ao questionamento do DD Jeremias: 

"a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hebreus cap. 4 v. 12)

Pois bem, a Palavra de Deus é apta para discernir e conhecer o coração do homem e faz "tchan, tchun e tchan, tchan, tchan" de uma só vez. Entretanto, esta penetrante e cortante espada não pode ser usada como uma arma para atacar ao próximo e sim para nos autoatacar. 

Não, não proponho um suicídio (pode continuar lendo mas já estou acabando)! Proponho um autoexame à luz da Palavra de Deus e um assassínio de maus pensamentos. Por exemplo: muitas vezes nosso coração teima em insistir que não somos amados, que Deus nos esqueceu, que não somos importantes. Devo aceitar essas sugestões como verdade? Meu coração tem razão em sentir assim? Que me faz pensar desta maneira? Abrimos a Bíblia e lemos que Deus resolveu entregar-se a si próprio à morte pois morre de amor por nós. Existe alguma maior prova do amor de Deus, cuidado e carinho para conosco?! Touché. Se eu levar a sério o que Deus diz em sua palavra, não vou sucumbir às maldades que meu coração diz para mim e sobre mim; eu consigo derrotar mal pensamentos com uma mão nas costas.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

A confusão dos sentidos

Meu álbum de fotografias é meu, apesar de não ter sequer uma foto minha. Há muitos rostos talvez familiares mas são pessoas que nunca vi, e não as conheço. São pessoas engraçadas, gordas ou magras, feias, mal arrumadas ou mal retratadas por causa do flash, porque não olhou para a câmera ou de perfil saem melhor... São fotos amassadas, coladas e coladas no meu álbum, devidamente organizadas. Meus álbum está comigo, já foi visto por alguns, mas continua bem guardado comigo.

Às vezes, quando folheio meu álbum, fico imaginando como seria a risada desses meus desconhecidos. Minha mente sempre cria risadas engraçadas, "desengonçadas", desafinadas, escandalosas. Só de imaginá-las fico rindo. Outro dia percebi que as risadas mais familiares são, na verdade, distorcidas risadas de pessoas que conheço...

Por falar em "outro dia", um xará disse que sentia cheiro de uma certa senhora. Mas ela estava se aproximando, isso todo mundo sabia, era óbvio que já podíamos sentir seu perfume no ar. Mas meu olfato me traiu... Senti o perfume dessa senhora na mesma intensidade que também senti certo aroma mentolado no ar. Pensei que era uma coisa, mas era outra. De tudo posso dizer que foi um alarde falso do meu olfato. Vai entender o porquê né? Ah, quem vai entender se eu parei de tentar entender há muito tempo? Desaconselho quem intenta se aventurar nesse caminho sinuoso, viu? Não confie no seu tato...

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Jesus é o jardineiro e a figueira somos nós

A passagem bíblica de Marcos cap. 11 vv. 12-21 causa frisson entre os ecologistas e ecochatos e também não é muito bem entendida por nós, demais humanos. Pra quê Jesus teria tanta raiva de uma árvore, coitada, que não pediu pra ser plantada? Quero te levar a entender esta história e também a sua história. 

Vamos resumir a história do citado texto, em outras palavras. Havia uma árvore, uma figueira, e, estava cheia de folhas o que denunciava que era a época de frutos. No entanto, quando Jesus se aproximou para apanhar um figo, viu que a árvore não tinha nada além de folhas. Isso causou a indignação de Jesus que, observado pelos seus discípulos, amaldiçoou a figueira. No dia seguinte a comitiva passou novamente “árvore frutífera” que estava seca, desde a raiz, o que causou admiração e espanto nos discípulos de Jesus. 

Possivelmente um dos discípulos poderia ter feito nossa pergunta inicial e ter perguntado por que Ele amaldiçoou aquela árvore. Essas perguntas não ficaram sem respostas e a indignação dos ecologistas não tem razão, pois Jesus, sendo o maior pedagogo de todos os tempos, provocou esta situação para nos trazer uma lição preciosa, inesquecível para os discípulos e que ecoa ainda nos dias de hoje: a figueira somos nós. 

É óbvio que Jesus, sendo o Criador de todas as árvores, não destruiria uma figueira para exibir-se forte e poderoso. É evidente que seu furor não é descabido nem desproporcional por não ser contra árvores e sim contra as pessoas que são assim como aquela figueira, que exibem uma aparência frutífera, mas não produz fruto nenhum. 

Em muitas circunstâncias nos apresentamos como aquela figueira. Quem nos observa pode até se equivocar com nossa aparência e pensar que temos fruto. Afinal de contas, vamos à igreja todo domingo, “ensovacamos” uma Bíblia grande e bonita, levantamos as mãos ao céu, temos um linguajar biblicamente rebuscado... E tudo isso, são fruto? Certamente não. 

Jesus tem poder para sondar nossos corações e discernir nossos pensamentos. Ele não se deixa enganar pelo que é externo e se indigna pela falsa aparência. O fruto que Ele busca em nós é muito mais que bons hábitos e alguns chavões evangélicos oportunamente utilizados e consiste em singelos atos e palavras que contundentemente denunciem que fomos e somos renovados e transformados. Quando Ele não encontra esse fruto em nós, (parafraseando João cap. 15 v. 6 e Lucas cap. 13 v. 7) Ele nos corta com machado, nos lança no fogo porque somos inúteis. 

O que mais entristece em tudo isso é que a fúria de Jesus contra a falsa aparência não nos trás ameaça alguma. O clamor de Deus para que possamos levar a vida cristã a sério encontra nossos ouvidos moucos. Nossos atos em particular evidenciam que desprezamos a palavra de Deus, nossa condição de servos e não temos o menor cuidado com nosso bom testemunho. E, se somos surpreendidos em deslize, dizemos uns aos outros “não se meta em minha vida” porque “eu sei o que é melhor pra mim” e certamente “não tem nada a ver” e “todo mundo faz isso” é “normal”. Ou seja, eu acredito e assumo uma ilógica mundana e decaída de "infertilidade" para minha vida e isso não é da conta de ninguém.

Ora, que a misericórdia de Deus nos alcance antes do seu juízo e do fogo que nos é proposto. Que Ele nos diga “efatá” e nossos ouvidos sejam abertos para entrar sua palavra e esta desça para nosso coração e nos transforme em figueiras que produzem “frutos dignos de arrependimento”. (Mateus e Lucas cap. 3 v. 8)

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terça-feira, 23 de março de 2010

Bem estranho

Na noite passada tive um sonho. E foi um sonho estranho, bem estranho.

Estava com uma doença grave, um tipo de câncer, sei lá, talvez leucemia. Sabia que era câncer porque havia decidido rapar a cabeça antes mesmo do tratamento fazer cair meus cabelos. Assim que saí do barbeiro fui comprar uma peruca black-power, vermelha, igual de palhaço.

Parece que lidava bem a doença. Estava num humor mais afiado que nunca, não perdia um gracejo e fazia pouco caso da gravidade da doença e da falta ou excesso de tato de meus amigos com relação ao assunto. Levava minha vida normalmente e até acordava mais cedo pra correr no calçadão.

Demorou certo tempo até começar o tratamento de radio, quimio, sei-lá-que-terapia. Em pouco tempo havia perdido muito peso e estava muito feliz com isso. Mas, com o passar das semanas, bom humor se esvaiu, junto com minhas forças. Sentia-me fraco, debilitado. Sentia uma dor constante, muitos enjoos e um cansaço que não me deixava sair da cama, mesmo não conseguindo dormir bem.

Sentia algo estranho, alegria e melancolia (pra não dizer tristeza) concomitantes, não sei se sentia paz por ter certeza que a morte era iminente. Decidido estava em não mais prolongar o tratamento fui ao médico avisar da minha decisão. De início, obviamente ele não aceitou. Sucedeu a seguinte conversa: "Doutor, sei que o que estou fazendo não é suicídio, muito menos eutanásia! Pode parecer pouco, mas acho que já vivi o suficiente. Colecionei amigos, inimigos, sonhos, frustrações. Já deu... Não estou triste, nem me sinto derrotado. Penso que já cumpri minha carreira aqui na Terra. Não quero correr da morte, pelo contrário, e digo até que estou feliz apesar dela. Eu tenho um encontro marcado no céu e não posso me atrasar, não posso procrastinar. Doutor, o senhor me entende?" A resposta foi um suspiro de um "sim".

Do consultório saí para fazer o que achava ser minha despedida da vida. Acompanhado de diletos amigos jantei um delicioso empadão. Subimos a Serra Dourada para admirar as estrelas e os primeiros raios do sol. Descemos as montanhas, que aventura! Renovamos nossas forças num banho de cachoeira e no lago cristalino e não fundo que havia lá. Descemos as corredeiras do rio de bote e o dia acabou, pouco depois da aventura de matar uma cobra de duas cabeças. Armamos acampamento e nos aquecíamos em volta da fogueira, conversando amenidades e rindo de histórias repetidas. Caí num longo sono sem sonhos e... acordei desse sonho...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Chupa Casoy

Chupa essa manga Casoy! É agora que o Casoy infarta:



Ricardoemprosa entra, solenemente, na campanha presidencial. "Seu voto é uma arma, e ela é um canhão! Vote em Dilmão nesta eleição!"


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Obesidade na avenida

É um tal de "Propósito" e uma pancada de G: G7, G12, G300 e o transgênico R12. É prancha de surfe no altar, rapel no templo, luzinha e fumacinha pra animar o culto. Faz-se uma penca de coisas, inventa-se uma penca de métodos e as igrejas se enchem. Se enchem de crentes! São crentes que, à menor contrariedade ou pela falta de um aperto de mão, migram para uma igreja melhor, maior, mais espiritual. 

Encher templos de crentes pode ser trabalhoso mas é relativamente fácil. Devemos desmistificar talvez o trabalho de muitos pastores-celebridades: encher megatemplos de crentes de outras igrejas é proselitismo, coisa feia e não é crescimento e sim inchaço.

O nanismo de tantas igrejas está diretamente relacionado a um fato curioso, a obesidade de seus membros. Não falo de sobrepeso e sim de um tipo mais mórbido e triste de obesidade, a obesidade espiritual. Os programas das igrejas são voltados aos seus membros e, mesmo quando há programas de evangelismo, além de tímidos e ineficazes são voltados, na maior parte dos casos, para cooptar outros crentes. Os crentes comem, comem e comem do alimento espiritual que lhes cabe e acham pouco, querem avançar sobre o prato espiritual dos não-crentes! Um exemplo deste fato podemos observar nesta época do ano:

Eis que o Carnaval se aproxima. Em todos os lugares milhares de milhares de pessoas vazias, “zumbizando” atrás de trios elétricos, de sexo, de diversão, tão indispensável é o uso de abadás e mortalhas quanto álcool e drogas. Sem dúvida não existe outro momento mais oportuno de evangelizar nem público-alvo tão carente do amor de Deus. 

Surge uma pergunta: onde estarão os cristãos? À exceção de uma pequena minoria, certamente estarão enfurnados em igrejas, entretidos em seus congressos, retiros e convenções. Que estarão fazendo então? Estão se enchendo de ministrações repetidas, cheias de chavões e apelos emocionais; um banquete espiritual de qualidade (costumeiramente) duvidosa. 

De que adianta crentes cheios da palavra de Deus se seus ouvidos são moucos ao clamor do “ide” de Jesus? Isso não tem sentido, não tem propósito e não tem graça! É uma incoerência absoluta. A Palavra de Deus e as ministrações que nela se apoiam nos incomodam e instigam a compartilhar o divino amor e demonstrado na Cruz do Calvário. 

Não pretendo te constranger a "matar" o acampamento de sua igreja nem te tornar um evangelista de plantão. Pode ser que minhas poucas linhas não cheguem a fazer cócegas na sua consciência nem te instigue a sequer mudar de posição na cadeira. Mas permita-se sentir desafiado a compartilhar o amor de Deus, neste carnaval, com pelo menos uma única pessoa que não conheça Jesus. Combata a obesidade espiritual começando por você! Seja um ramo frutífero e não um Rei Momo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Minha primeira vez no ginecologista

Eu estava ali deitado e sem roupa. Estava na penumbra e ouvindo algum cantor tipo "num bar, um banquinho e um violão" que tocava famosas MPBs. Confesso que eu estava tenso. Afinal de contas era minha primeira vez e batia por baixo um vento noroeste frio.

Troquei algumas mensagens com uma amiga mais experiente no assunto e ela passou um desanimador relato de um quase piripaque quando tentou fazer. Ele abriu a porta, veio todo prosa e percebeu que o clima estava meio pesado. Pra quebrar o gelo ele soltou: "Te garanto que não vai doer nada! Eu não vou sentir nadica de nada..."

Pois é, além de ginecologista e obstetra, meu acupunturista é um projeto de piadista. Uma espetada na testa, outra no peito, no punho, pescoço e braços e ele tinha razão, não doeu nada! Uma música relaxante, uma correta e profunda respiração nasal foram suficientes pra que sentisse as dores percorrendo e saindo das minhas costas logo na primeira sessão de agulhadas.

Meu 2010 de promessas começa atrasado, mas começou! Cumpro uma resolução primordial pra minha vida que é cuidar da minha saúde (de verdade). Não sei se acupuntura vai me livrar do encosto que faz doer minhas costas nem sei se comprarei os inúmeros remédios homeopáticos que o Dr. Carlos me receitou. Mas de uma coisa sei: não posso mais deixar pra depois.

Acho que essa inspiração veio das aulas de latim, onde aprendi o verdadeiro significado de Carpe Diem ("aproveita o dia") e quero aplicá-lo em minha vida. Estou feliz com isso. Além do mais, além dessa resolução primordial, de quebra, estou cumprindo outras duas: cuidar dos meus estudos e do meu blog.

A todos meus vizinhos e companheirosf de café desejo um feliz 2010 de realizações diárias!

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Carta a Benício

Brasília, 07 de Dezembro de 2009
(meia-noite e pouco)

Querido Benício,

Ultimamente tenho falado sobre você com alguns dos meus mais diletos amigos. Confesso que não tenho tido muito "filtro" para falar, nem muita muita curiosidade em saber quais sãos as opiniões que eles não emitiram. Aliás, não espero não causar estranheza a eles (ou qualquer outro) por haver escrito esta carta para você. Para mim, agora, o que mais me importa em tudo é a motivação do meu coração ao escrever esta carta, que é para dizer, desde já, eu te amo.

Olha que só curioso: nem nos conhecemos ainda e já sonhei com você diversas vezes! Com certeza é por conta da imensa vontade de ter você perto de mim e em meus braços... De certa forma chega a ser engraçado que eu tenha estado acordado todas as vezes que sonhei com você; e em nenhuma das vezes eu consegui ver seu rosto... Droga! Sentia uma agonia tão grande quanto a de não ver o rosto da Nanny dos Muppet Babies...

Queria muito poder lhe escrever coisas bonitas, sabe... Mas, por enquanto, escrevo coisas que vêm do meu coração e assim vou dando vazão ao anseio que tenho por você. Espero que de tudo você goste e desculpe-me se eu chorar.

Um beijo,
ricardo

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Eco

"Alô ô ô ô "
"Tem alguém aqui i-i i-i i-i"


Não, isso não será um novo hit de sucesso do carnaval 2010. Me partiu o coração em ver que meu blog estava como uma casa abandonada e vazia. Deixei passar 2 meses desde a última postagem e não foi falta de novidades e assuntos que causaram esse silêncio virtual. Mas tudo bem, antes tarde do que nunca: estou de volta e voltei pra ficar. Tempo é o que não vai me faltar e (me desculpem pelo slogan de candidato à presidência da OAB) espero colocar ordem na casa.


Nos vemos em breve! Não quer entrar e tomar uma xícara de café?! rs


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Adiós Mercedes

Há quem profetize que o segundo semestre de 2009 é amaldiçoado para os cantores cujos nomes iniciam com "M". Primeiro o Michael e agora a Mercedes.

Quais seriam os próximos cantores a vestir o paletó de madeira? Marisa Monte? Maria Bethânia? Milton Nascimento? Maria Rita? Mara Maravilha? Maurício Manieri?! Tomara que mais ninguém...

Fica aqui a homenagem a La Negra, Mercedes Sosa, cuja estupenda voz vai nos deixar muitas saudades...


terça-feira, 14 de julho de 2009

O dia em que não desceu

Eduardo está estranho hoje. Acordou bem cedo mas ficou enrolando na cama até quase 11h. Só saiu do quarto por não conseguir mais dormir em paz porque (de acordo com seus cálculos) a empregada passou o aspirador de pó em cada livro da estante da sala umas 5 ou 6 vezes.

Quando se deparou com sua imagem no espelho, Eduardo disse a si próprio: ou minha cabeça cresceu, ou minhas entradas estão mais próximas de encontrar a saída. Ele também reparou que as sobrancelhas estão taturanística e capilosamente se unindo. Desceu pra tomar o café e bebeu um copo de leite com 4 colheres de achocolatado - das cheias - e comeu dois pedaços de pizza de calabresa que estavam na geladeira desde ontem.

Sem demora ele voltou ao seu quarto pra arrumar a mochila do futebol. Flagrou Napoleão mastigando sua chuteira e, num acesso de raiva, Eduardo deu um coice que fez o pobre labrador rodopiar no ar e sair chorando. Depois de constatar que a chuteira estava só um pouco ensalivada, sentiu profundo remorso por haver maltratado seu fiel amigo. Chorou, beijou e abraçou seu cachorro, lhe prometeu nunca mais encostar um dedo nele. Embora Napoleão parecesse não ter guardado mágoa - retribuiu com salivosas lambidas o acesso de carinho do seu dono - Eduardo decidiu levá-lo para um dia de príncipe no pet shop como forma de compensar tamanho ato de brutalidade.

Napoleão pôde ir no banco da frente e, para demonstrar sua alegria, colocou a cabeça pra fora do carro e latia amistosamente para todos os carros, motos, pedestres e cachorros que via na rua. A cena patética fez Eduardo ficar emocionado e com os olhos marejados: como pode um cachorro tão dócil ainda gostar de um dono tão malvado?! Ele aproveitou que Napoleão havia entrado para começar seu tratamento de beleza, e comprou um pequeno mimo, um pote de biscoitinhos de chocolate. Quando foi guardá-los no carro, Eduardo comeu mais da metade.

Como hoje era o dia que a empregada não faria almoço, Eduardo passou na padaria pra comprar alguma coisinha e esse foi seu almoço: uma mousse de limão, biscoito de queijo e uma caixa de Bis. Lembrou que o futebol fora remarcado pro início da noite e passou na locadora pra locar alguns filmes antigos. Pegou "Ghost", "Uma linda mulher", "Um amor para recordar", "História de nós dois", "Noiva em fuga", "Doce Novembro", "Casamento do meu melhor amigo", "Nothing Hill", "Como se fosse a primeira vez", mas levou somente 5 últimos. Só teve tempo pra assistir os 3 últimos e quase chorou com todos eles.

A Sessão Cinema em casa fez Eduardo perder hora do futebol e como ele atrasou o início da pelada, foi obrigado a jogar no gol. Sua má atuação lhe rendeu o apelido chistoso de Duda Frangueira. Ele ficou com um baita nó na garganta e irritado a tal ponto de nem querer jogar o segundo tempo e sair sem despedir dos amigos. Foi pra casa pra terminar de ver os filmes.

Entre a bacia de pipoca e a garrafa de refrigerante, Eduardo não estava mais emocionado mas sim reflexivo. Depois de assistir "Noiva em Fuga", ele teve a brilhante ideia de desmanchar o noivado e toda briga estava bem ordenada na sua cabeça. Ele demonstraria toda sua chateação por Fernanda passar um dia inteiro sem telefonar e também por nunca haver dito que não gostava de sua obra-prima culinarística, a omelete à moda do Eduardo.

Passou não pouco tempo até que Eduardo criou coragem de ligar para sua noiva. Suas mãos estavam suadas, a voz embargada e os olhos escorreram abundantes lágrimas quando ouviu "telefone desligado ou fora da área de cobertura". Na segunda tentativa enfim conseguiu. Impaciente com os soluços e com o assunto sem nexo, Fernanda pediu que Eduardo ligasse amanhã, não tão tarde e não tão bêbado.

Naquele mesmo instante, a irmã de Eduardo chegou e flagrou a patética cena: um homem com quase 30 anos chorando com a cara enterrada nas almofadas do sofá. Com calma ela deu colo ao Eduardo e pacientemente ouviu as inúmeras e lamúrias e desventuras de seu dia. Depois de refletir um pouco, ela disse a Eduardo:

- É, agora você já sabe o que sentimos quando estamos "naqueles dias". Mano, você só pode estar de TPM!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pausa pro café

Michael Jackson morre, a Farrah Fawcett morre, cento e tantos outros não tão famosos, a bordo de um Airbus também morrem. Cento e tantos outros noutro Airbus também morrem e só uma menina sobrevive. Gripe suína mata uma penca de gente, e Buenos Aires fica em estado de alerta. Honduras ganha novo presidente, Corínthians ganha a Copa do Brasil. Sarney perde apoio e tá pra perder a cadeira.

Trabalho, seminário, resenha, resumo, prova. Curso, bolsistas, coordenadores, tchongos, edital, passagens, Outlook entupido, hora do almoço (quando almoço) esprimida. Prova, casório, concurso, livro, Bíblia, namoro, bronca, cabo, viagem, vídeo, apresentação, bilhete, dinheiro, viagem, sapato, faxina. Se isso tudo fosse tudo, ainda ia... Tendo que se virar em trinta, quem é que tem tempo pra viver? Eu até que consigo viver mas, manter meu blog atualizado não dá. A cadeira da criatividade que já está vazia, agora está é fria.

aproveitando uma pausa pro café pra dar o ar da graça aqui no meu blog e dizer desculpa, jajá volto a postar algo leível... rsrs Quero aproveitar a oportunidade de deixar um abraço aos persistentes leitores e acompanhadores deste blog moribundo! Quero também mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra Susha e pra Xaxa também...

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

O fator Quixote

Faz algumas semanas que minha vinda ao trabalho, de ônibus, vinha sendo mais culta. Estava lendo um livro que há muito tempo queria ler, e acabei lendo "Don Quijote de La Mancha", na sua edição espanhola mesmo. Para quem não se lembra, o livro conta a história de Dom Quixote, um fidalgo que acreditava ser um cavaleiro andante e que acreditava, entre outras coisas, que os moinhos de ventos eram gigantes.

Para encurtar a história, no fim das contas Dom Quixote morre. Para arrematar a melancolia do triste fim do livro, o autor traz o que escreveram no epitáfio do nobre cavaleiro andante:

Tuvo a todo el mundo en poco
fue el espantajo y el coco
del mundo en tal conyuntura
que acreditó su ventura,
morir cuerdo y vivir loco

O livro retrata uma realidade muito triste e que nós não atentamos: o medo da realidade (ou a falta de seriedade para com a realidade). E incrível como nos desprendemos da realidade e não nos empenhamos em cumprir nossas metas, realizar nossos sonhos. Deleitamos no doce mundo da imaginação enquanto o fel do mundo real está um verdadeiro caos.

Quase que em regra, temos ao nosso alcance o poder para fazer quase tudo que quisermos. É possível ser bailarina, piloto de kart, falar francês ou escrever um livro antes do prazo de validade dos sonhos, os 25 anos. A pergunta é: se podemos, por que não fazemos? A resposta é simples: é mais fácil sonhar que acertamos na loteria, é mais fácil contentar com uma faculdade menos difícil, é mais cômodo postergar infinitamente nossos planos.

Nossa "loucura" nos faz desperdiçar muitas oportunidades e subestimar nossas potencialidades. O pior de tudo é que só nos damos conta disso depois, gostamos de chorar o leite derramado. Igual ao Dom Quixote, só recobramos nossa sanidade, nos damos conta da nossa loucura, burrice e irresponsabilidade no fim da vida ou quando não dá mais pra remediar a situação.

Fica a dúvida: será nossa sina viver Don Quijote e morrer Alonso Quijano?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tá faltando algo n'A Cabana?

Bem, como o final de semestre tem me deixado mais enrolado que pau de fumo, quero compartilhar com vocês um excelente artigo publicado na Revista Ultimato na edição de Maio/Junho 2009.

O texto é meio longo, mas muito bem escrito, merece ser lido. Deleite-se!

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"A Cabana" precisa de N. T. Wright
Ronald Sider

Depois que comecei a ler o fantástico livro de William Young, “A Cabana”, não consegui mais parar. Felizmente, estava de férias em Maine, então tudo o mais poderia esperar até que eu chegasse à última página. Esse livro merece um lugar no topo da lista de “best-sellers” do “The New York Times”.

“A Cabana” oferece uma vívida descrição da Trindade, da surpreendente misericórdia e do perdão divinos e do convite insistente de Deus, que respeita a liberdade humana. Por várias vezes, Young pontua questões importantes: Deus é profundamente pessoal, mas não é homem nem mulher; Deus deseja curar nossas feridas mais profundas, mas não nos coage ao arrependimento; no centro da fé cristã está a maravilhosa intimidade de um relacionamento vivo e pessoal com o Criador do universo, que se deleita com nossa amizade mais do que podemos imaginar.

Certamente milhares de não-cristãos pegarão esse livro de título estranho e serão surpreendidos ao descobrir a atrativa figura de um Deus encantador e amoroso.

Porém, há um problema. Ao ler “A Cabana”, ninguém perceberia que o evangelho de Jesus são as boas novas do reino de Deus. A ilustração do evangelho e da fé cristã apresentada na obra é o clássico individualismo evangélico em sua melhor forma. O evangelho é o perdão dos pecados, a cura pessoal, os relacionamentos pessoais transformados e um relacionamento íntimo e pessoal com o Criador das galáxias.

Tudo isso é, de fato, maravilhoso. Se o evangelho se resumisse a isso, eu já ficaria perplexo com o esplendor do dom de Deus oferecido a nós. Contudo, de acordo com Jesus, o evangelho é tudo isso e muito mais.

Praticamente todos os estudiosos do Novo Testamento concordam que o evangelho que Jesus pregou eram as boas novas do reino. E ninguém explica isso de maneira mais clara e poderosa do que N. T. Wright.2 Jesus afirma ser o tão esperado Messias que surge nos tempos messiânicos, quando, conforme predisseram os profetas, Deus não apenas perdoaria nossos pecados, mas também começaria a transformar toda a criação decadente, a restaurar os relacionamentos entre Deus, o próximo, a terra e nós mesmos.

No cotidiano da igreja primitiva, podemos ver como a nova comunidade messiânica refletia a transformação das relações econômicas, sociais e étnicas. Na verdade, o pecado não foi totalmente derrotado nem mesmo na igreja. Porém, a ressurreição provou que a transformação definitiva de todas as coisas já havia começado quando Cristo voltou para concluir sua vitória sobre o mal.

O livro “Surpreendido pela Esperança”,3 de N. T. Wright, que também li nas férias, apresenta essas questões de uma forma simplesmente primorosa. Ele mostra como nosso destino final é viver com nossos corpos ressurretos em uma terra transformada (Rm 8.19ss) na presença do Deus vivo. Até mesmo a criação que geme será restaurada por completo. Até mesmo a glória das nações, o melhor da civilização humana, será livre desse mal e introduzida ao reino (Ap 21.24–22.2).

Wright nos ajuda a entender como Platão e o individualismo ocidental nos levaram a reduzir o evangelho de Jesus à salvação pessoal de almas individuais. A ênfase de Platão na alma (temos uma alma boa presa em um corpo mau) levou muitos cristãos a priorizar quase exclusivamente a salvação das almas individuais para que elas pudessem ir para o céu. Se o evangelho de Jesus for apenas isso, então é inútil cuidar da criação e trabalhar por justiça. Porém, se o evangelho de Jesus são as boas novas do reino onde tudo -- não somente nossas almas -- está sendo restaurado por completo, se o reino já começou e será consumado quando Cristo retornar para nos dar corpos ressuretos que celebrem e exultem numa boa terra, então nosso trabalho por justiça, paz e um meio ambiente restaurado é parte do plano completo de Deus.

Espero que o autor de “A Cabana” leia “Surpreendido pela Esperança”, de N. T. Wright. Ao fazê-lo, ele verá que tudo o que descreve de forma tão maravilhosa e vívida é bom e verdadeiro -- mas pertence a um contexto mais amplo. (Na verdade, em algumas ocasiões, ele modificará algumas coisas, como a sugestão de que Deus está interessado apenas em relacionamentos, não em instituições.) O Deus pessoal que ele descreve de forma tão bela está empenhado em restaurar não apenas os relacionamentos pessoais, mas também as estruturas sociais decaídas e até mesmo a criação devastada.

Talvez William Young entenda isso. Sua descrição da Trindade se deleitando na boa terra certamente mostra que ele não é um platonista. Porém, em “A Cabana” não há sugestão alguma de que o evangelho afeta as estruturas sociais, da mesma forma como afeta os relacionamentos pessoais. Espero que Young escreva mais narrativas que reflitam a totalidade do evangelho.

Se você ainda não leu esses dois excelentes livros, faça-o imediatamente. No entanto, à medida que você descobrir na fascinante descrição de Young como Deus se deleita em um relacionamento pessoal com você e comigo, lembre-se de que essa verdade gloriosa pertence a um contexto mais amplo no plano de Deus de fazer todas as coisas novas.

Notas
1. Texto enviado pelo autor. Publicado na revista “Prism” (edição de novembro/dezembro de 2008).
2. Autor de Simplesmente Cristão e O Mal e a Justiça de Deus, ambos pela Editora Ultimato.
3. A ser publicado no Brasil ainda este ano pela Editora Ultimato.


• Ronald Sider é editor da revista “Prism” e presidente da organização americana Evangélicos pela Ação Social. É autor de, entre outros, O Escândalo do Comportamento Evangélico (Editora Ultimato) e “Cristãos Ricos em Tempo de Fome”.

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

E se...?

"aniversário"
a.ni.ver.sá.rio
adj (lat anniversariu) Que evoca a lembrança de um fato ocorrido em igual dia, um ou vários anos antes: Festa aniversária. sm 1 Dia em que se completa o tempo de um ou mais anos de um acontecimento. 2 Comemoração da volta anual de uma data em que se deu certo acontecimento. A. natalício: dia correspondente àquele em que nascemos.

No dia do meu aniversário me peguei pensando não no início da minha vida, mas sim no "fim" dela. É meio mórbido, mas achei muito bom pensar em morte no dia do próprio aniversário. Pude perceber que mesmo tendo um longo caminho a percorrer, se minha vida acabasse hoje, em minha lápide poderia ser ler algo do tipo "aqui jaz um homem feliz". Felicidade aquela que nem o Mastercard compra, que independe de circunstâncias, que não se baseia em pessoas...

Há uma musiquinha infanto-cristã antiguinha que diz mais ou menos:

"se o seu coração parar de bater agora
se você for embora,
para onde você vai?"

Pergunto a você: Precisaria de mais um tempinho pra ser feliz?

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vista a camisa você também!

"Tonico pega a bola, é bola na área vamos ver esse lance. Tonico chuta Whaldysnelçon. Whaldysnelçon rola a bola pra esquerda, no pé do Dedé Carvoeiro. Dedé Carvoeiro toca pra Andrezinho Gaúcho que se livra de dois. Tabela com Fernando Itaquera, pra Andrezinho Gaúcho, pra Fernando Itaquera de novo. Olha o perigo! Bola levantada, arriscou, cabeçeada de Jiló". Uma palavra em muitas letras basta para tirar do sério e da cadeira a enorme massa de gente suada, malcheirosa e descamisada. De repente, pessoas que nunca se viram mais gordas (ou mais molhadas) , estão aos pulos, gritos, prantos, xingamentos e amassos. "Gooooooooooooooooool!!!" A galera vai à loucura.

Não muito tempo depois, as mesmas mãos que apertavam mãos de desconhecidos agora pegam pedras e paus pra acertar outros desconhecidos. Não importa se é um pai de família, uma velhota fanática ou uma criança. Pedras, paus e palavrões são atirados contra quem quer que esteja com uma camisa da coloração do time rival.

É muito curioso observar certos comportamentos de muitos torcedores de futebol. Indo ao trabalho de ônibus, pude notar inúmeros carros com bandeiras de time de futebol. Vi também inúmeras pessoas usando a camisa do time vencedor. O comentário dos colegas, nos corredores e no cafezinho não era outro senão futebol.

Penso nas razões que levam as pessoas a ter tanto apego ao futebol. Tudo bem, futebol é muito divertido, é muito bom ter outras pessoas com quem conversar sobre, é bom estar sempre inteirado dos resultados, craques que serão contratados, etc. Mas isso é suficiente pra que o futebol (num bom jargonês futebolístico) se torne em paixão nacional? Que pode um time ou jogador de futebol fazer pra ser tão apaixonante assim?!

A paixão pelo futebol pode levar as pessoas a agir de forma engraçada, estranha e peculiar: uma camisa listrada de azul e vermelho sob um paletó; unhas coloridas de branco, preto e vermelho; cabelo mezzo amarelo, mezzo verde... Não há limites, não há reserva, não há bom senso pra expressar tanta paixão... Fico pensando: e se um dia esses torcedores de futebol viessem ao conhecimento de Deus e se convertessem? Será que se apaixonariam por Jesus tão intensamente?!

Em matéria de espontaneidade, alegria e amor à camisa, os torcedores de futebol dão de 10x0 em nós, cristãos. Numa fila de banco, se há duas pessoas falando de futebol, ninguém vai achar intrometido se um desconhecido encostar e começar a dar palpites. Nós, cristãos, aguardamos oportunidade pra falar de Jesus, de forma respeitosa, mesmo que a oportunidade a nós escancarada seja uma pessoa ao lado que revela estar em depressão. Os torcedores de futebol, ao se encontrarem após uma partida de futebol, se cumprimentam efusivamente mesmo sem se conhecerem. Nós, cristãos, ficamos envergonhados se um irmão nos cumprimenta, numa roda de amigos não-cristãos, com um indiscreto "paz do Senhor, irmão". Os torcedores de futebol são capazes de gastar dinheiro em loteria, pensando que vai ajudar seu time do coração. Nós, cristãos, pra ajudar a obra missionária contamos moedinhas e nem ficamos com peso na consciência se não trouxermos nada nos bolsos. Os torcedores de futebol são capazes de usar a camisa berrante do seu time no ambiente de trabalho ou em ambientes solenes como uma igreja. Nós, cristãos, mal temos coragem de usar uma camisa "I belong to Jesus" pra dormir e achamos brega quem tem coragem de usar pra ir à faculdade ou trabalho. Os torcedores de futebol são apaixonados por um time de futebol, mesmo que este tenha feito uma campanha ruim no último campeonato e se enriqueça às suas custas. Nós, cristãos, muitas vezes abafamos com uma falsa sobriedade, qualquer paixão que Jesus possa despertar, ao fazer tudo para nos amar, inclusive morrer na cruz em nosso lugar.

Antes de terminar aqui, não podemos ter em mente que o problema seja torcer por um time de futebol, ou qual time devemos torcer. Sem peso na consciência, torça e seja feliz! O problema, de fato, é a apatia de nós, cristãos, por Jesus. Deus nos atrai com laços de amor e Ele nos ama em primeiro lugar. Vista a camisa de Jesus! Se contagie e se deixe contagiar por tanto amor gratuito!

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mensagem subliminar



Vede cautelosamente vai
Um barquinho a vagar
E o vento que é o seu motor
Não o deixa parar

Minha vida é assim também
Não vive no mar
Mas vive a vagar
Sou um barquinho cruzador
Mas quem me conduz é o Senhor

Lá la la la la...

Vede cautelosamente vai
Um barquinho a vagar
E o vento que é o seu motor
Não o deixa parar

Minha vida é assim também
Não vive no mar
Mas vive a vagar
Sou um barquinho cruzador
Mas quem me conduz é o Senhor
Mas quem me conduz é o Senhor
Mas quem me conduz é o Senhor.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Mas será o benedito!!!

Uma dose de humor somada à uma mente ociosamente criativa é capaz de criar uma hipotética que nem a Lady Murphy de TPM é capaz de fazer...

"3 ladrões multirreincidentes roubaram um banco e o raptaram. Perseguidos pela polícia, conseguiram escapar, mas ele provocou um acidente. Quando voltou a si, não se lembrava de nada. Um ex-presidiário deu-lhe carona e, achando que era um fugitivo e enfiou-o num contêiner de partida para Istambul. Lá, topou com aventureiros afegãos que lhe propuseram roubar ogivas de mísseis soviéticos. Mas o caminhão passou numa mina na fronteira com o Tadjiquistão. Único sobrevivente, foi levado por montanheses e tornou-se militante “mudjahidin” [...] vai passar a vida comendo “bortsch” com um estúpido cachepô na cabeça."

Santa ansiedade hein companheiro Batman? Esquenta a muranga não, vai dar tudo certo no final...

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PS. Texto de "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", só podia ser... rs

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quem é?

Quem...?

Que faz as mãos não saberem onde ficar?
Que faz das noites insones cheias de sonhos?
Que faz algumas horas parecerem eternidades?
Que faz o olhar perdido vaguear em pensamentos?
Que faz que algumas horas pareçam poucos segundos?

Quem é?

Ah, sabemos bem quem... A luz do olhar perdido certamente encontrará a luz desse outro olhar...

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Um convite especial

Não sei se você pensa a mesma coisa, mas caramba! como o capitalismo conseguiu tão eficazmente banalizar a Páscoa a tal ponto que pouquíssimas pessoas sabem o que realmente significa a Páscoa?!

Hoje em dia ganhar um ovo de chocolate é passou pra lista de presentes oficial dos casais de namorados (como se já não bastasse dar presente de aniversário, presente de aniversário de namoro, presente de dia dos namorados, presente de natal, presente de ano novo)... E as crianças?! Que cárie que nada, dá-lhes chocolate. Pra elas até se criou-se um ritual de esconder ovinhos, pra só abrir no dia certo... Os adultos inventaram o tal do amigo-late, a desculpa pra confraternizar e entuxar chocolate uns nos outros.

Quem sabe o que é a Páscoa? Quem sabe o que se deve comemorar na Páscoa? Quem sabe que na Páscoa não comemoramos o nascimento de Jesus? Com tudo isso, quem tem muito a comemorar com a Páscoa são as fábricas de chocolate e os donos da Nestlé, Garoto, Lacta. Se você tá cansado de tanto chocolatismo, se você não sabe ainda o verdadeiro significado da Páscoa ou se você sabe o verdadeiro significado e quer comemorá-lo, eis um convite:

Musical de Páscoa “Acima de todos os Reis”
Data: 05 e 12 de Abril
Local: Igreja de Cristo em Brasília, EQS 305/306 bloco “A”, Asa Sul, Brasília-DF
Horário: 20h
Entrada franca

“Neste musical José de Arimateia, homem rico e influente, acompanha Jesus à distância e descobre, tarde demais, que não fez nada por ele a não ser pedir seu corpo a Pilatos. Junto com Maria, relembrando as profecias de Isaías, José de Arimateia constata que a ressurreição certamente ocorreria já que Jesus é o Filho de Deus.
Após refletir que sem a morte de Jesus não haveria a ressurreição, perdão de pecados, salvação, nem vida eterna, José de Arimateia e outros reconhecem que Ele é o Rei. Mas não um rei qualquer. Ele é Jesus, o Rei ‘Acima de Todos os Reis’”

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Mundança de hábito: saia do seu quadrado!

Ontem, dia 12 de março de 2009, assisti pela enésima vez o filme "Mudança de Hábito". Me diverti, me emocionei e me insipirei pela enésima vez também. Há muito tempo cultivo o desejo no coração de escrever sobre este filme que, infelizmente não caiu nas graças dos cristãos como "Desafiando gigantes", "Paixão de Cristo", "Deixados para trás".

"Mudança de Hábito" é um filme precioso, repleto de sérias e profundas reflexões que a à Igreja Cristã e, infelizmente, menospreza ou deixa passar batido, não sei se pela ausência de sobrancelha da Whoopi Goldberg ou pelas inúmeras cenas engraçadas (ou quem sabe ainda por preguiça?).

Mas vamos pontuar alguns recados importantes que o filme traz e sobre os quais a Igreja Cristã deve dispensar muita atenção e ponderação:

- A Igreja deve ser um lugar agradável e atrativo às pessoas. Com esse ponto, muitas congregações cristãs se estrepam. Igreja tem que ter cara de Igreja, tem que ter jeito de Igreja, tem que ser Igreja enfim. Isso contudo não pode torná-la num lugar sonolento, desagradável, com uma programação maçante e hermética. A ação do Espírito Santo nas pessoas não produz sisudez, antipatia, frieza, muito pelo contrário. Às vezes muitos visitantes entram e saem das igrejas sem que ninguém lhe pergunte qual seu nome, sem receber um único aperto de mão. Que visitante vai voltar numa igreja como essa?

- A Igreja deve prezar por manter a sua identidade. Este é um desdobramento do ponto anterior, onde muitas congregações dispensam atenção e também se estrepam. Igreja não é cabaré, não é boate, não é clube, não é cassino. No afã de se tornarem contextualizadas (desculpem-me pelo termo) , muitas congregações abrem as pernas pro mundo, que vem com tudo e com força. A Igreja não deve deixar de ser um lugar de refúgio para cansados e oprimidos, lugar de encontro com Deus, de salvação e de poder de Deus e para ser uma opção para quem quer curtir a "night" de forma "light".

- A Igreja deve preocupar com sua relevância e pertinência. Ora, de que adianta haver um templo maravilhoso, com liderança bem formada se ambos não fazem a menor diferença na realidade da comunidade na qual estão "inseridos"? Há quem fique chateado ao se deparar com pessoas que dizem "ah, nunca reparei que esse prédio era uma igreja" (por incrível que pareça, ouvi isso num evangelismo, de um vizinho do templo da minha igreja...). A Igreja deve abrir suas portas e também bater nas portas da comunidade: se as portas da Igreja se fecham, as portas do Inferno estão 24 horas abertas e o caminho que as precede é suave e largo. Tanto o espaço físico quanto os talentos humanos não podem ser subutilizados em meio à uma comunidade que sempre possui inúmeras demandas.

- As qualidades, as potencialidades, as vocações, as profissões características dos membros e da Igreja devem necessariamente redundar em evangelismo. Neste ponto aqui operam a criatividade e a força de vontade, sendo que tudo é proveitosamente utilizado na principal tarefa da Igreja: difundir as Boas Novas do Reino de Jesus. Muitas vezes nos faltam, tempo, equipamentos adequados, dons e talentos naturais, mas, com tudo o que temos e com tudo que necessitamos, é dever da Igreja esforçar pra evangelizar. Quando deixarmos o amor ao próximo brotar em nossos corações, o evangelismo vai deixar de ser um fardo, um karma, para passar a produzir um grande gozo em nossos corações e vai ser um grande propósito em nossa peregrinação aqui na Terra.

Enfim, espero que meu caros leitores, amigos e companheirof de café possam assistir ao filme com outros olhos. Há muitas outras lições a serem aprendidas e aplicadas e que possamos mudar de hábito e sair do nosso quadrado!

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