ricardo em prosa
1 dedo de açúcar, 2 dedos de café e 3 dedos de prosa
sábado, 22 de janeiro de 2011
Protagonista e Roteirista
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Um Natal maluco
Era uma vez uma pessoa superlegal que estava fazendo aniversário. Ela preparou um banquete e mandou que chamassem todos seus amigos para uma grande comemoração. Uns não puderam ir, outros não quiseram ir. Ao ouvir cada desculpa mais esfarrapada que a outra, essa pessoa superlegal decidiu não cancelar sua festa e chamou quem estivesse de bobeira na rua de modo que sua casa estava cheinha de gente para comer, beber e divertir na sua festa. Eu disse que essa pessoa era superlegal? Pois é, ela é superlegal mesmo: ela não deu saquinho para juntar as sobras de docinhos. Mas, para cada de seus convidados ele deu um presente muito, mas muito caro mesmo. Essa pessoa nem se importava se o presente era muito caro, ela queria mais é ver seus convidados e novos amigos felizes.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Novos ventos, um novo repeteco
Vede! Cautelosamente vai
um barquinho a vagar
e o vento que é o seu motor
não o deixa a parar.
Minha vida é assim também:
Não vive no mar
mas vive a vagar
sou como um barquinho cruzador
mas quem me conduz é o Senhor
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Cult fail
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Parabéns, Presidenta!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A Pandora da minha caixa
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Reféns da moda
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Oração dos velhinhos.
Querido Jesus,
abençoa os velhinhos,
abençoa as mulheres grávidas,
abençoa os portadores de necessidades especiais,
abençoa os obesos.
Que a esta hora da manhã
todos estejam felizes e contentes,
dormindo e descansando
no aconchego e calor de seus lares.
Eu oro agradecido, amém.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A pessoa certa
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Lápis e papel na mão
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Torta de Liquidificador
Ingredientes
1 ovo
6 colheres (sopa) bem cheias de farinha de trigo
5 colheres (sopa) de queijo ralado
1 pitada de orégano
1 colher (sobremesa) de fermento em pó.
1/2 cebola
1 xícara de chá de leite
1/2 xícara de chá de óleo
Recheio
Experimente fazer com uma lata de seleta de legumes!
Modo de Preparo
Coloque os ingredientes no liquidificador e misture a farinha de trigo aos poucos para dar consistência à massa.
Com ajuda de um guardanapo unte uma forma com um fio de óleo. Espalhe um pouco da massa para cobrir o fundo o forma, acrescente todo recheio e cubra com o restante da massa.
Leve ao forno pré-aquecido, até dourar, por cerca de 30 minutos.
Dica: Para saber se a massa está pronta, espete um palito de fósforo. Se sair limpo, pode tirar sua deliciosa torta do formo!
Rendimento: vastas porções. Valor calórico: não interessa, vai estar bem gostosa!
domingo, 20 de junho de 2010
10 coisas que o torcedor cristão não deve fazer
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Time de Deus
terça-feira, 1 de junho de 2010
Touché
terça-feira, 18 de maio de 2010
A confusão dos sentidos
terça-feira, 11 de maio de 2010
Jesus é o jardineiro e a figueira somos nós
sábado, 27 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Bem estranho
Sentia algo estranho, alegria e melancolia (pra não dizer tristeza) concomitantes, não sei se sentia paz por ter certeza que a morte era iminente. Decidido estava em não mais prolongar o tratamento fui ao médico avisar da minha decisão. De início, obviamente ele não aceitou. Sucedeu a seguinte conversa: "Doutor, sei que o que estou fazendo não é suicídio, muito menos eutanásia! Pode parecer pouco, mas acho que já vivi o suficiente. Colecionei amigos, inimigos, sonhos, frustrações. Já deu... Não estou triste, nem me sinto derrotado. Penso que já cumpri minha carreira aqui na Terra. Não quero correr da morte, pelo contrário, e digo até que estou feliz apesar dela. Eu tenho um encontro marcado no céu e não posso me atrasar, não posso procrastinar. Doutor, o senhor me entende?" A resposta foi um suspiro de um "sim".
Do consultório saí para fazer o que achava ser minha despedida da vida. Acompanhado de diletos amigos jantei um delicioso empadão. Subimos a Serra Dourada para admirar as estrelas e os primeiros raios do sol. Descemos as montanhas, que aventura! Renovamos nossas forças num banho de cachoeira e no lago cristalino e não fundo que havia lá. Descemos as corredeiras do rio de bote e o dia acabou, pouco depois da aventura de matar uma cobra de duas cabeças. Armamos acampamento e nos aquecíamos em volta da fogueira, conversando amenidades e rindo de histórias repetidas. Caí num longo sono sem sonhos e... acordei desse sonho...
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Chupa Casoy
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Obesidade na avenida
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Minha primeira vez no ginecologista
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Carta a Benício
(meia-noite e pouco)
Querido Benício,
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Eco
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Adiós Mercedes
Quais seriam os próximos cantores a vestir o paletó de madeira? Marisa Monte? Maria Bethânia? Milton Nascimento? Maria Rita? Mara Maravilha? Maurício Manieri?! Tomara que mais ninguém...
Fica aqui a homenagem a La Negra, Mercedes Sosa, cuja estupenda voz vai nos deixar muitas saudades...
terça-feira, 14 de julho de 2009
O dia em que não desceu
Quando se deparou com sua imagem no espelho, Eduardo disse a si próprio: ou minha cabeça cresceu, ou minhas entradas estão mais próximas de encontrar a saída. Ele também reparou que as sobrancelhas estão taturanística e capilosamente se unindo. Desceu pra tomar o café e bebeu um copo de leite com 4 colheres de achocolatado - das cheias - e comeu dois pedaços de pizza de calabresa que estavam na geladeira desde ontem.
Sem demora ele voltou ao seu quarto pra arrumar a mochila do futebol. Flagrou Napoleão mastigando sua chuteira e, num acesso de raiva, Eduardo deu um coice que fez o pobre labrador rodopiar no ar e sair chorando. Depois de constatar que a chuteira estava só um pouco ensalivada, sentiu profundo remorso por haver maltratado seu fiel amigo. Chorou, beijou e abraçou seu cachorro, lhe prometeu nunca mais encostar um dedo nele. Embora Napoleão parecesse não ter guardado mágoa - retribuiu com salivosas lambidas o acesso de carinho do seu dono - Eduardo decidiu levá-lo para um dia de príncipe no pet shop como forma de compensar tamanho ato de brutalidade.
Napoleão pôde ir no banco da frente e, para demonstrar sua alegria, colocou a cabeça pra fora do carro e latia amistosamente para todos os carros, motos, pedestres e cachorros que via na rua. A cena patética fez Eduardo ficar emocionado e com os olhos marejados: como pode um cachorro tão dócil ainda gostar de um dono tão malvado?! Ele aproveitou que Napoleão havia entrado para começar seu tratamento de beleza, e comprou um pequeno mimo, um pote de biscoitinhos de chocolate. Quando foi guardá-los no carro, Eduardo comeu mais da metade.
Como hoje era o dia que a empregada não faria almoço, Eduardo passou na padaria pra comprar alguma coisinha e esse foi seu almoço: uma mousse de limão, biscoito de queijo e uma caixa de Bis. Lembrou que o futebol fora remarcado pro início da noite e passou na locadora pra locar alguns filmes antigos. Pegou "Ghost", "Uma linda mulher", "Um amor para recordar", "História de nós dois", "Noiva em fuga", "Doce Novembro", "Casamento do meu melhor amigo", "Nothing Hill", "Como se fosse a primeira vez", mas levou somente 5 últimos. Só teve tempo pra assistir os 3 últimos e quase chorou com todos eles.
A Sessão Cinema em casa fez Eduardo perder hora do futebol e como ele atrasou o início da pelada, foi obrigado a jogar no gol. Sua má atuação lhe rendeu o apelido chistoso de Duda Frangueira. Ele ficou com um baita nó na garganta e irritado a tal ponto de nem querer jogar o segundo tempo e sair sem despedir dos amigos. Foi pra casa pra terminar de ver os filmes.
Entre a bacia de pipoca e a garrafa de refrigerante, Eduardo não estava mais emocionado mas sim reflexivo. Depois de assistir "Noiva em Fuga", ele teve a brilhante ideia de desmanchar o noivado e toda briga estava bem ordenada na sua cabeça. Ele demonstraria toda sua chateação por Fernanda passar um dia inteiro sem telefonar e também por nunca haver dito que não gostava de sua obra-prima culinarística, a omelete à moda do Eduardo.
Passou não pouco tempo até que Eduardo criou coragem de ligar para sua noiva. Suas mãos estavam suadas, a voz embargada e os olhos escorreram abundantes lágrimas quando ouviu "telefone desligado ou fora da área de cobertura". Na segunda tentativa enfim conseguiu. Impaciente com os soluços e com o assunto sem nexo, Fernanda pediu que Eduardo ligasse amanhã, não tão tarde e não tão bêbado.
Naquele mesmo instante, a irmã de Eduardo chegou e flagrou a patética cena: um homem com quase 30 anos chorando com a cara enterrada nas almofadas do sofá. Com calma ela deu colo ao Eduardo e pacientemente ouviu as inúmeras e lamúrias e desventuras de seu dia. Depois de refletir um pouco, ela disse a Eduardo:
- É, agora você já sabe o que sentimos quando estamos "naqueles dias". Mano, você só pode estar de TPM!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Pausa pro café
Trabalho, seminário, resenha, resumo, prova. Curso, bolsistas, coordenadores, tchongos, edital, passagens, Outlook entupido, hora do almoço (quando almoço) esprimida. Prova, casório, concurso, livro, Bíblia, namoro, bronca, cabo, viagem, vídeo, apresentação, bilhete, dinheiro, viagem, sapato, faxina. Se isso tudo fosse tudo, ainda ia... Tendo que se virar em trinta, quem é que tem tempo pra viver? Eu até que consigo viver mas, manter meu blog atualizado não dá. A cadeira da criatividade que já está vazia, agora está é fria.
Tô aproveitando uma pausa pro café pra dar o ar da graça aqui no meu blog e dizer desculpa, jajá volto a postar algo leível... rsrs Quero aproveitar a oportunidade de deixar um abraço aos persistentes leitores e acompanhadores deste blog moribundo! Quero também mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pra Susha e pra Xaxa também...
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
O fator Quixote
Para encurtar a história, no fim das contas Dom Quixote morre. Para arrematar a melancolia do triste fim do livro, o autor traz o que escreveram no epitáfio do nobre cavaleiro andante:
fue el espantajo y el coco
del mundo en tal conyuntura
que acreditó su ventura,
morir cuerdo y vivir loco
Quase que em regra, temos ao nosso alcance o poder para fazer quase tudo que quisermos. É possível ser bailarina, piloto de kart, falar francês ou escrever um livro antes do prazo de validade dos sonhos, os 25 anos. A pergunta é: se podemos, por que não fazemos? A resposta é simples: é mais fácil sonhar que acertamos na loteria, é mais fácil contentar com uma faculdade menos difícil, é mais cômodo postergar infinitamente nossos planos.
Nossa "loucura" nos faz desperdiçar muitas oportunidades e subestimar nossas potencialidades. O pior de tudo é que só nos damos conta disso depois, gostamos de chorar o leite derramado. Igual ao Dom Quixote, só recobramos nossa sanidade, nos damos conta da nossa loucura, burrice e irresponsabilidade no fim da vida ou quando não dá mais pra remediar a situação.
Fica a dúvida: será nossa sina viver Don Quijote e morrer Alonso Quijano?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Tá faltando algo n'A Cabana?
O texto é meio longo, mas muito bem escrito, merece ser lido. Deleite-se!
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| Ronald Sider |
Depois que comecei a ler o fantástico livro de William Young, “A Cabana”, não consegui mais parar. Felizmente, estava de férias em Maine, então tudo o mais poderia esperar até que eu chegasse à última página. Esse livro merece um lugar no topo da lista de “best-sellers” do “The New York Times”.
“A Cabana” oferece uma vívida descrição da Trindade, da surpreendente misericórdia e do perdão divinos e do convite insistente de Deus, que respeita a liberdade humana. Por várias vezes, Young pontua questões importantes: Deus é profundamente pessoal, mas não é homem nem mulher; Deus deseja curar nossas feridas mais profundas, mas não nos coage ao arrependimento; no centro da fé cristã está a maravilhosa intimidade de um relacionamento vivo e pessoal com o Criador do universo, que se deleita com nossa amizade mais do que podemos imaginar.
Certamente milhares de não-cristãos pegarão esse livro de título estranho e serão surpreendidos ao descobrir a atrativa figura de um Deus encantador e amoroso.
Porém, há um problema. Ao ler “A Cabana”, ninguém perceberia que o evangelho de Jesus são as boas novas do reino de Deus. A ilustração do evangelho e da fé cristã apresentada na obra é o clássico individualismo evangélico em sua melhor forma. O evangelho é o perdão dos pecados, a cura pessoal, os relacionamentos pessoais transformados e um relacionamento íntimo e pessoal com o Criador das galáxias.
Tudo isso é, de fato, maravilhoso. Se o evangelho se resumisse a isso, eu já ficaria perplexo com o esplendor do dom de Deus oferecido a nós. Contudo, de acordo com Jesus, o evangelho é tudo isso e muito mais.
Praticamente todos os estudiosos do Novo Testamento concordam que o evangelho que Jesus pregou eram as boas novas do reino. E ninguém explica isso de maneira mais clara e poderosa do que N. T. Wright.2 Jesus afirma ser o tão esperado Messias que surge nos tempos messiânicos, quando, conforme predisseram os profetas, Deus não apenas perdoaria nossos pecados, mas também começaria a transformar toda a criação decadente, a restaurar os relacionamentos entre Deus, o próximo, a terra e nós mesmos.
No cotidiano da igreja primitiva, podemos ver como a nova comunidade messiânica refletia a transformação das relações econômicas, sociais e étnicas. Na verdade, o pecado não foi totalmente derrotado nem mesmo na igreja. Porém, a ressurreição provou que a transformação definitiva de todas as coisas já havia começado quando Cristo voltou para concluir sua vitória sobre o mal.
O livro “Surpreendido pela Esperança”,3 de N. T. Wright, que também li nas férias, apresenta essas questões de uma forma simplesmente primorosa. Ele mostra como nosso destino final é viver com nossos corpos ressurretos em uma terra transformada (Rm 8.19ss) na presença do Deus vivo. Até mesmo a criação que geme será restaurada por completo. Até mesmo a glória das nações, o melhor da civilização humana, será livre desse mal e introduzida ao reino (Ap 21.24–22.2).
Wright nos ajuda a entender como Platão e o individualismo ocidental nos levaram a reduzir o evangelho de Jesus à salvação pessoal de almas individuais. A ênfase de Platão na alma (temos uma alma boa presa em um corpo mau) levou muitos cristãos a priorizar quase exclusivamente a salvação das almas individuais para que elas pudessem ir para o céu. Se o evangelho de Jesus for apenas isso, então é inútil cuidar da criação e trabalhar por justiça. Porém, se o evangelho de Jesus são as boas novas do reino onde tudo -- não somente nossas almas -- está sendo restaurado por completo, se o reino já começou e será consumado quando Cristo retornar para nos dar corpos ressuretos que celebrem e exultem numa boa terra, então nosso trabalho por justiça, paz e um meio ambiente restaurado é parte do plano completo de Deus.
Espero que o autor de “A Cabana” leia “Surpreendido pela Esperança”, de N. T. Wright. Ao fazê-lo, ele verá que tudo o que descreve de forma tão maravilhosa e vívida é bom e verdadeiro -- mas pertence a um contexto mais amplo. (Na verdade, em algumas ocasiões, ele modificará algumas coisas, como a sugestão de que Deus está interessado apenas em relacionamentos, não em instituições.) O Deus pessoal que ele descreve de forma tão bela está empenhado em restaurar não apenas os relacionamentos pessoais, mas também as estruturas sociais decaídas e até mesmo a criação devastada.
Talvez William Young entenda isso. Sua descrição da Trindade se deleitando na boa terra certamente mostra que ele não é um platonista. Porém, em “A Cabana” não há sugestão alguma de que o evangelho afeta as estruturas sociais, da mesma forma como afeta os relacionamentos pessoais. Espero que Young escreva mais narrativas que reflitam a totalidade do evangelho.
Se você ainda não leu esses dois excelentes livros, faça-o imediatamente. No entanto, à medida que você descobrir na fascinante descrição de Young como Deus se deleita em um relacionamento pessoal com você e comigo, lembre-se de que essa verdade gloriosa pertence a um contexto mais amplo no plano de Deus de fazer todas as coisas novas.
Notas
1. Texto enviado pelo autor. Publicado na revista “Prism” (edição de novembro/dezembro de 2008).
2. Autor de Simplesmente Cristão e O Mal e a Justiça de Deus, ambos pela Editora Ultimato.
3. A ser publicado no Brasil ainda este ano pela Editora Ultimato.
• Ronald Sider é editor da revista “Prism” e presidente da organização americana Evangélicos pela Ação Social. É autor de, entre outros, O Escândalo do Comportamento Evangélico (Editora Ultimato) e “Cristãos Ricos em Tempo de Fome”.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
E se...?
"aniversário"
a.ni.ver.sá.rio
adj (lat anniversariu) Que evoca a lembrança de um fato ocorrido em igual dia, um ou vários anos antes: Festa aniversária. sm 1 Dia em que se completa o tempo de um ou mais anos de um acontecimento. 2 Comemoração da volta anual de uma data em que se deu certo acontecimento. A. natalício: dia correspondente àquele em que nascemos.
No dia do meu aniversário me peguei pensando não no início da minha vida, mas sim no "fim" dela. É meio mórbido, mas achei muito bom pensar em morte no dia do próprio aniversário. Pude perceber que mesmo tendo um longo caminho a percorrer, se minha vida acabasse hoje, em minha lápide poderia ser ler algo do tipo "aqui jaz um homem feliz". Felicidade aquela que nem o Mastercard compra, que independe de circunstâncias, que não se baseia em pessoas...
Há uma musiquinha infanto-cristã antiguinha que diz mais ou menos:
se você for embora,
para onde você vai?"
Pergunto a você: Precisaria de mais um tempinho pra ser feliz?
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Vista a camisa você também!
Não muito tempo depois, as mesmas mãos que apertavam mãos de desconhecidos agora pegam pedras e paus pra acertar outros desconhecidos. Não importa se é um pai de família, uma velhota fanática ou uma criança. Pedras, paus e palavrões são atirados contra quem quer que esteja com uma camisa da coloração do time rival.
É muito curioso observar certos comportamentos de muitos torcedores de futebol. Indo ao trabalho de ônibus, pude notar inúmeros carros com bandeiras de time de futebol. Vi também inúmeras pessoas usando a camisa do time vencedor. O comentário dos colegas, nos corredores e no cafezinho não era outro senão futebol.
Penso nas razões que levam as pessoas a ter tanto apego ao futebol. Tudo bem, futebol é muito divertido, é muito bom ter outras pessoas com quem conversar sobre, é bom estar sempre inteirado dos resultados, craques que serão contratados, etc. Mas isso é suficiente pra que o futebol (num bom jargonês futebolístico) se torne em paixão nacional? Que pode um time ou jogador de futebol fazer pra ser tão apaixonante assim?!
A paixão pelo futebol pode levar as pessoas a agir de forma engraçada, estranha e peculiar: uma camisa listrada de azul e vermelho sob um paletó; unhas coloridas de branco, preto e vermelho; cabelo mezzo amarelo, mezzo verde... Não há limites, não há reserva, não há bom senso pra expressar tanta paixão... Fico pensando: e se um dia esses torcedores de futebol viessem ao conhecimento de Deus e se convertessem? Será que se apaixonariam por Jesus tão intensamente?!
Em matéria de espontaneidade, alegria e amor à camisa, os torcedores de futebol dão de 10x0 em nós, cristãos. Numa fila de banco, se há duas pessoas falando de futebol, ninguém vai achar intrometido se um desconhecido encostar e começar a dar palpites. Nós, cristãos, aguardamos oportunidade pra falar de Jesus, de forma respeitosa, mesmo que a oportunidade a nós escancarada seja uma pessoa ao lado que revela estar em depressão. Os torcedores de futebol, ao se encontrarem após uma partida de futebol, se cumprimentam efusivamente mesmo sem se conhecerem. Nós, cristãos, ficamos envergonhados se um irmão nos cumprimenta, numa roda de amigos não-cristãos, com um indiscreto "paz do Senhor, irmão". Os torcedores de futebol são capazes de gastar dinheiro em loteria, pensando que vai ajudar seu time do coração. Nós, cristãos, pra ajudar a obra missionária contamos moedinhas e nem ficamos com peso na consciência se não trouxermos nada nos bolsos. Os torcedores de futebol são capazes de usar a camisa berrante do seu time no ambiente de trabalho ou em ambientes solenes como uma igreja. Nós, cristãos, mal temos coragem de usar uma camisa "I belong to Jesus" pra dormir e achamos brega quem tem coragem de usar pra ir à faculdade ou trabalho. Os torcedores de futebol são apaixonados por um time de futebol, mesmo que este tenha feito uma campanha ruim no último campeonato e se enriqueça às suas custas. Nós, cristãos, muitas vezes abafamos com uma falsa sobriedade, qualquer paixão que Jesus possa despertar, ao fazer tudo para nos amar, inclusive morrer na cruz em nosso lugar.
Antes de terminar aqui, não podemos ter em mente que o problema seja torcer por um time de futebol, ou qual time devemos torcer. Sem peso na consciência, torça e seja feliz! O problema, de fato, é a apatia de nós, cristãos, por Jesus. Deus nos atrai com laços de amor e Ele nos ama em primeiro lugar. Vista a camisa de Jesus! Se contagie e se deixe contagiar por tanto amor gratuito!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Mensagem subliminar
Vede cautelosamente vai
Um barquinho a vagar
E o vento que é o seu motor
Não o deixa parar
Minha vida é assim também
Não vive no mar
Mas vive a vagar
Sou um barquinho cruzador
Mas quem me conduz é o Senhor
Lá la la la la...
Vede cautelosamente vai
Um barquinho a vagar
E o vento que é o seu motor
Não o deixa parar
Minha vida é assim também
Não vive no mar
Mas vive a vagar
Sou um barquinho cruzador
Mas quem me conduz é o Senhor
Mas quem me conduz é o Senhor
Mas quem me conduz é o Senhor.
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Mas será o benedito!!!
Santa ansiedade hein companheiro Batman? Esquenta a muranga não, vai dar tudo certo no final...
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PS. Texto de "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", só podia ser... rs
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Quem é?
Que faz as mãos não saberem onde ficar?
Que faz das noites insones cheias de sonhos?
Que faz algumas horas parecerem eternidades?
Que faz o olhar perdido vaguear em pensamentos?
Que faz que algumas horas pareçam poucos segundos?
Quem é?
Ah, sabemos bem quem... A luz do olhar perdido certamente encontrará a luz desse outro olhar...
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
Um convite especial
Hoje em dia ganhar um ovo de chocolate é passou pra lista de presentes oficial dos casais de namorados (como se já não bastasse dar presente de aniversário, presente de aniversário de namoro, presente de dia dos namorados, presente de natal, presente de ano novo)... E as crianças?! Que cárie que nada, dá-lhes chocolate. Pra elas até se criou-se um ritual de esconder ovinhos, pra só abrir no dia certo... Os adultos inventaram o tal do amigo-late, a desculpa pra confraternizar e entuxar chocolate uns nos outros.
Quem sabe o que é a Páscoa? Quem sabe o que se deve comemorar na Páscoa? Quem sabe que na Páscoa não comemoramos o nascimento de Jesus? Com tudo isso, quem tem muito a comemorar com a Páscoa são as fábricas de chocolate e os donos da Nestlé, Garoto, Lacta. Se você tá cansado de tanto chocolatismo, se você não sabe ainda o verdadeiro significado da Páscoa ou se você sabe o verdadeiro significado e quer comemorá-lo, eis um convite:
Musical de Páscoa “Acima de todos os Reis”
Data: 05 e 12 de Abril
Local: Igreja de Cristo em Brasília, EQS 305/306 bloco “A”, Asa Sul, Brasília-DF
Horário: 20h
Entrada franca
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mundança de hábito: saia do seu quadrado!
"Mudança de Hábito" é um filme precioso, repleto de sérias e profundas reflexões que a à Igreja Cristã e, infelizmente, menospreza ou deixa passar batido, não sei se pela ausência de sobrancelha da Whoopi Goldberg ou pelas inúmeras cenas engraçadas (ou quem sabe ainda por preguiça?).
Mas vamos pontuar alguns recados importantes que o filme traz e sobre os quais a Igreja Cristã deve dispensar muita atenção e ponderação:
- A Igreja deve ser um lugar agradável e atrativo às pessoas. Com esse ponto, muitas congregações cristãs se estrepam. Igreja tem que ter cara de Igreja, tem que ter jeito de Igreja, tem que ser Igreja enfim. Isso contudo não pode torná-la num lugar sonolento, desagradável, com uma programação maçante e hermética. A ação do Espírito Santo nas pessoas não produz sisudez, antipatia, frieza, muito pelo contrário. Às vezes muitos visitantes entram e saem das igrejas sem que ninguém lhe pergunte qual seu nome, sem receber um único aperto de mão. Que visitante vai voltar numa igreja como essa?
- A Igreja deve prezar por manter a sua identidade. Este é um desdobramento do ponto anterior, onde muitas congregações dispensam atenção e também se estrepam. Igreja não é cabaré, não é boate, não é clube, não é cassino. No afã de se tornarem contextualizadas (desculpem-me pelo termo) , muitas congregações abrem as pernas pro mundo, que vem com tudo e com força. A Igreja não deve deixar de ser um lugar de refúgio para cansados e oprimidos, lugar de encontro com Deus, de salvação e de poder de Deus e para ser uma opção para quem quer curtir a "night" de forma "light".
- A Igreja deve preocupar com sua relevância e pertinência. Ora, de que adianta haver um templo maravilhoso, com liderança bem formada se ambos não fazem a menor diferença na realidade da comunidade na qual estão "inseridos"? Há quem fique chateado ao se deparar com pessoas que dizem "ah, nunca reparei que esse prédio era uma igreja" (por incrível que pareça, ouvi isso num evangelismo, de um vizinho do templo da minha igreja...). A Igreja deve abrir suas portas e também bater nas portas da comunidade: se as portas da Igreja se fecham, as portas do Inferno estão 24 horas abertas e o caminho que as precede é suave e largo. Tanto o espaço físico quanto os talentos humanos não podem ser subutilizados em meio à uma comunidade que sempre possui inúmeras demandas.
- As qualidades, as potencialidades, as vocações, as profissões características dos membros e da Igreja devem necessariamente redundar em evangelismo. Neste ponto aqui operam a criatividade e a força de vontade, sendo que tudo é proveitosamente utilizado na principal tarefa da Igreja: difundir as Boas Novas do Reino de Jesus. Muitas vezes nos faltam, tempo, equipamentos adequados, dons e talentos naturais, mas, com tudo o que temos e com tudo que necessitamos, é dever da Igreja esforçar pra evangelizar. Quando deixarmos o amor ao próximo brotar em nossos corações, o evangelismo vai deixar de ser um fardo, um karma, para passar a produzir um grande gozo em nossos corações e vai ser um grande propósito em nossa peregrinação aqui na Terra.
Enfim, espero que meu caros leitores, amigos e companheirof de café possam assistir ao filme com outros olhos. Há muitas outras lições a serem aprendidas e aplicadas e que possamos mudar de hábito e sair do nosso quadrado!
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