“Eu decidi ser o protagonista da minha história”
EU, Ricardo in Sábias Tolices. pp 1-2
Dias se aproximam em que haverá grande confluência literária. Algo nunca antes visto ou vivido está para acontecer nestes tempos que os acontecimentos se arrastam até se tornarem a ser. A confusão está armada: verso vira velha prosa, prosa ganha cor, verso que perde lirismo. Se isso for pouco, imagina não saber qual sua fala, muito menos qual sua deixa, onde está o palco e quem é seu público.
Nos bastidores internos é possível ouvir um estranho diálogo: “mas não sou eu o protagonista da minha história?” e a mesma voz responde “Não, não é sequer o roteirista, seu cabeção!”. Acho graça da minha voz de bom senso lembrar a voz da minha estultícia que o papel de protagonista já foi preenchido. É como diz o Sagrado Roteiro “já não sou eu quem protagonizo, mas Cristo protagoniza em mim”.
A citação acima - diga-se de passagem que é digna de uma fala de Scarlet O'hara - vira palavras ao vento, mas confusão de todo não se dissipa. No entanto, um pouco de bom senso faz caminhar com passos firmes ainda que não se conheça o palco ou qual vai ser o espetáculo do dia. Não há motivo para insegurança, pois sequer atuamos como protagonista. Além disso, podemos confiar que o trabalho dO Roteirista vai continuar sendo sempre impecável.
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1 pitacos:
Acaso não seria o livre-arbítrio a indicativa de que o Eterno dá-nos o direito de sermos os protagonistas de nossas próprias histórias? E não seria o mesmo livre-arbítrio a graça, a clemência do Sagrado, em nos prover o posto de co-roteiristas nesta trama, chamada vida?
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